Dia 147 - 10/11/22 - Quinta-feira - Pipa

Estamos decidindo quando partiremos de Pipa. Decidimos que hoje seria o penúltimo dia aqui neste que foi um dos locais que mais gostei. Em todos sempre chegava o momento que o espírito Wanderlust chamava para a estrada. Já neste, creio que pela primeira vez, a vontade é de continuar aqui. Estou realmente sem motivação para sair, pois aqui somou todos os desejos de um bom local na viagem. Natureza linda, água, sombra, praia, local para as crianças brincarem, e mesmo em wild camping, estamos perto da civilização. Logo cedo, resolvi escrever a história do "chapéu aventureiro". Não levei muito tempo para conclui-la. Como acordei cedo, e a reunião marcada pela Adelaide com o Filipe seria somente as 8:00, consegui fazer e tomar meu chimarrão e fazer o texto. Minha maior emoção, foi quando entreguei a eles para lerem a história e o Davi ao final exclamar, com os olhos marejados: "- Que história Top, deu até vontade de chorar", e ali, eu vejo seu olhos ficarem úmidos. As crianças também acordaram cedo. Terminada a reunião, fomos a praia. Já 10:30 ou mais, mas com maré vazante. Lá fiquei com o Davi fazendo o jogo da geografia e a Adelaide deu uma caminhada com a Adelaide pela praia para olhar os bichinhos (peixes, caranguejos, moluscos). O Júnior de Barra do Cunhaú, me mandou informações sobre o terreno e mais um outro. Uma boa opção de investimento. Vou pensar. A tarde, após o cochilo, e antes do momento de leitura das crianças (Artur Lendo Júlio Werner, "A ilha Misteriosa", e Davi lendo da série Vagalume "tráfico de anjos", de autoria de Luiz Puntel), saímos para uma volta de bike, pois ainda antes de escurecer, preciso guardá-las para a partida. Aproveito também voar com o Drone. Durante o passeio com as crianças e tmb com o Drone, não percebo (Artur sim), mas uma ambulância passa por nós. Em seguida chega a informação de que um Quadriciclo havia descido a falésia. Fomos lá ver o que estava acontecendo e nos deparamos com um acidente muito feito. A queda foi em um local vertical, de altura superior a 30 metros (dizem as notícias 40 metros). Logo vi uma senhora se aproximar da ambulância, chorando e sendo consolada. Ali temi que o pior poderia ter ocorrido. A vítima não sobrevivido. Logo depois, as notícias confirmavam meus temores. O Homem de 68 anos, carioca, de férias com a esposa, que havia perdido o controle do quadriciclo não sobrevive a feia queda. Eu termino finalmente de arrumar as coisas no Motor home, sobrando pouco para o dia seguinte, e desistimos de ir ao centro, combinação que havíamos feito pela manhã. Estávamos cansados, e com vontade de curtir os "atrativos" que tínhamos no Yete. 


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