Dia 148 - 11/11/22 - Sexta-feira - Pipa à Monte das Gameleiras
Dia de despedida de Praia da Pipa. Acordamos cedo (aqui o sol nasce as 4:52, porém 4:00 já está claro, sendo assim, os hábitos dos horários de dormir e despertar mudam). Ainda antes, por ter acordado muito cedo, me dediquei a este blog, publicando a “história do Chapéu aventureiro”. Concluído isso e já com café da manhã, uma Tapioca, tomado, iniciei os últimos ajustes de arrumação do Motor Home, incluindo a lavagem das placas solares. Foi um momento comovente e emocionante de despedida do nosso parceiro nos últimos dias, desde Barra do Cunhaú, Almeida Waldeck, esse “lobo solitário’ das estradas, pois viaja sozinho em sua Van, e já tem um curriculum invejável de viagens pelo mundo. Estes momentos, especialmente quando nos vinculamos as pessoas, são bastante emocionais para mim, e precisei segurar as lágrimas e me afastar para conte-las. Fico muito emotivo com as despedidas. Mas é o preço do chamado Wanderlust. Almeida Waldeck, segue com sua motinho que leva junto a sua van, escrevendo sua história e buscando seu lugar no mundo, e nós seguimos a nossa jornada. Assim se repetem os encontros, e as despedidas. Segui nas funções de arrumação, até a chegada do gerente administrativo do Hotel Paua, que venho conversar e tomou um bom tempo, mas tudo bem, conhecer e trocar com as pessoas é a melhor parte de nossa jornada. Placas lavadas, tanques abastecidos, era hora de se despedir da Pipa, e também dos amigos La Casa de Lata que haviam novamente nos reencontrado a alguns dias com eles chegando ali no Chapadão. Desde Remanso a primeira cidade que encontramos nas margens do Rio São Francisco, e a partir deste ponto, com frequência e cada um respeitando seu ritmo, vamos nos encontrando, e na medida do possível nos ajudando passando informações um ao outro de quem chega antes. A despedida da fita, registrada em um vídeo que ilustrarão futuros diários audiovisuais no youtube foi para mim de muita emoção, pois neste local, vivemos em família muitas memórias afetivas fortes, sem querer, acabei registrando neste vídeo minha emoção. De Pipa, seguimos até Goianinha, onde paramos para fazer compras, e dali ingressamos rumo ao sertão de RN, e pela primeira vez, um fato importante de nossa jornada, começamos no sentido Oeste, Sul, o retorno para o RS, nossa casa fixa. Nosso destino seria Monte das Gameleiras, porém no caminho um Truck Center me chamou a atenção. Seria a oportunidade de fazer o alinhamento de pneus que não consegui fazer, desde Maceio, onde os instalei. Valeu muito, e também regulei os faróis. Neste meio tempo, pois precisávamos almoçar, fizemos o almoço na oficina. Estava em busca também de um Lavajato, que não consegui. Enfim, seguimos até iniciar, por ruas estreitas, sinuosas e estradas em parte do trecho mala conservadas, a escalada a pequena cidade de Monte das Gameleiras, que não tem mais do que 2800 habitantes, e esta a quase 500 metros a.n.m. Um local cercado por formações rochosas incríveis que ainda não havíamos vistos. Chegamos estacionamos na pracinha central e logo fomos recepcionados pelos moradores locais que nos deixaram a vontade. Também a polícia nos recepcionou deixando seu telefone para caso precisássemos algo. Caminhamos até o cruzeiro, uma pequena capela na parte ainda mais alta do município, construída sobre as rochas (maciços feitos de pequenas pedrinhas, como se fosse concreto). O caminho para o Cruzeiro é feito das estações da via sacra, e lá de cima contemplamos o por do sol e a vista incrível, acompanhado de muito vento. No retorno, mais moradores para conversar. Aproveitei e posicionei melhor o Yete, ao lado do muro da escolinha, mais plano e mais discreto. Resolvemos comer em um pequeno restaurante, onde os pratos (hambúrgueres, pasteis e sucos) eram muito baratos e bem caprichados. Foi um ótimo dia, repleto de descobertas e novidades em nossa jornada.
Com uma área de 71,946 km²,
o território de Monte das Gameleiras equivale a 0,1362% da
superfície estadual, dos quais apenas 0,156 km² são de área urbana,
a menor do estado. Distante 128 km da
capital, Natal, limita-se com São José do Campestre a norte; a sul
com Japi e Araruna, este na Paraíba;
a leste com Serra de São Bento e a oeste novamente com
Japi.
O relevo do município está inserido no Planalto da Borborema, apresentando altitudes superiores
a 400 metros, do qual fazem parte as serras da Macambira e de São Bento.
A geologia local
abrange rochas graníticas datadas do período Pré-Cambriano,
há cerca de 1,1 bilhão de anos, intercaladas com rochas metamórficas do embasamento cristalino, o que inclui anfibolitos, gnaisses e migmatitos. Os solos têm drenagem acentuada
e fertilidade alta,
porém são rasos e pedregosos, característicos dos solos litólicos eutróficos, denominação
antiga dos neossolos, ocorrendo ainda uma pequena área de planossolos a
noroeste.
Sendo pouco desenvolvidos, sua vegetação é típica do bioma da Caatinga, cujas folhas caem na estação seca. Monte das Gameleiras possui seu território nas bacias hidrográficas dos rios Curimataú e Jacu, este abrangendo a maior parte do município, incluindo sua zona urbana. O clima, por sua vez, é semiárido, com baixo índice pluviométrico e chuvas concentradas entre março e julho.
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