Dia 150 - 13/11/22 - Domingo - Cabaceiras e Lajeado do Pai Mateus
Despertamos então na Roliúde Nordestina. Como o sol desperta cedo, também cedo ele já está queimando. Saímos para explorar a cidade besuntados de protetores solares, além de chapéus, itens indispensáveis para quem quer caminhar na região. Neste dia, domingo, um passeio ciclístico iria ocorrer. Fui assistir a largada. Muitos ciclistas, conforme a organização mais de Quatrocentos, e o percurso seria o de alcançarem o Lajeado do Pai Mateus. Voltando para o Motor Home, e as crianças já preparadas para sairmos, começamos a conhecer a pequena cidade de não mais de 6 mil habitantes, e a com o menor índice pluviométrico do Brasil. Incialmente visitamos o pequeno museu. Bastante modesto, e atendido por uma simpática senhora, também guia, mas com pouca capacidade de agregar informação. E o interessante, que adotaram a famosa frase do Chicó, personagem mentiroso do filme "O Auto da Compadecida", para quando não saberem a resposta a determinada pergunta largarem: "Não sei, só sei foi é assim". O museu é de modesto para "fraquinho", mas ok, está lá e como tudo, é um inicio de valorização da história. De lá nos dirigimos a Igreja, principal palco, junto com a "padaria", das filmagens do "Auto". É uma bela igreja, e muito bem cuidada. Ao lado da Igreja o memorial cinematográfico, com uma linha do tempo e o registro de todas as produções que ocorreram na totalidade ou em parte na região de Cabaceiras. Muito interessante. No total, estão lá registradas, 25 produções. Dali, a Adelaide e as crianças se dirigiram ao Motor Home para providencias do almoço e eu fiquei naquela "lua" de sol escaldante, ainda fotografando um pouco mais dos recantos desta simpática cidade com seus casarios. Lindo demais. A tarde, após o cochilo rápido, rumamos para o Hotel Fazenda Pai Mateus, onde estão as famosas formações que deu nome ao Hotel. As visitas são programadas em 3 alternativas de horário por dia, sendo a última as 16:00, o melhor horário, pois possibilita assistirmos o por do sol se projetar nas formações, O local é uma grande rocha de 1,5 km2, tendo sob ela diversas rochas arredondas, algumas equilibradas em poucos pontos. O visual é incrível, e a medida que o sol se põe vai mudando. Um dos pontos altos da visita, além de contemplar o sol se ponto, e toda a explosão de desenhos e cores, foi o de deitar na pedra. Sentimos a energia do local. Pai Mateus em alusão a um Eremita que lá viveu no século 18. Além do local onde ele morou (com mesas e muros fechando algumas fendas da pedra, vimos a pedra do capacete, em forma de capacete, a pedra do sino, que emite sons de sino, e a pedra do desejo que possibilita entrar e ficar de pé em um pequeno buraco. Conseguimos autorização para pernoitamos no pátio do hotel e inclusive nos cederam água. A noite fazem uma fogueira. Foi um dia incrível, feliz e com o carimbo de ter valido muito a pena termos vindo para cá.

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