Dia 152 - 15/11/22 - Terça - Caruaru à União de Palmares
A noite no pátio do Polo Shopping foi tranquila e abundante, pois tínhamos água e energia. Aproveitamos para um banho mais demorado. Pela manhã, nos demoramos nos preparativos para a partida, afinal não adiantaria ir muito cedo ao centro de Caruaru nas feiras. Tivemos que esperar um bom bocado o "bombeiro" para abrir a casa de bomba e desplugar nossa energia, afinal ela estava plugada dentro desta casa, cujo acesso somente poderia ser feiro pelos bombeiros ou eletricistas. Já começando a me impacientar, fui novamente chamar, quando então vi a calça vermelha lá de longe vindo fazer o que eu a tempo já havia solicitado. Tudo estava pronto, faltando somente a energia. Finalmente em curso, não consigo abrir a cancela, pois o ticket não permitiu. Bem que minha intuição ou experiência já me fazem prever. No dia anterior havia questionado o atendente do guichê de estacionamento sobre a possiblidade de problemas. Isso também me irritou, pois tive que dar ré me deslocar novamente ao local de pagamento e reclamar para que se corrigisse. De que adiantam formulário, como os que aqui fizeram, se na hora que preciso não funciona? De minha parte reação e irritação desnecessário. Com 51 anos não apreendi ainda a relaxar. Nos dirigimos ao centro, enfrentando as armadilhas dos desníveis na estrada e dos quebra molas sem sinalização. Quebra molas para mim é o maior exemplo de onde pode chegar a imbecilidade humana. Salvam vidas? Não sei. Mas sei que esta infinidade de quebras molas sem sinalização que temos enfrentado, podem sir causar sérios acidentes. Aliás, já devem ter causado. Chegando ao centro de Caruaru no local das feiras, encontramos tudo fechado, inclusive a de artesanato. O fato é que a feira ocorre somente na segunda. Hoje é terça feira, com o agravante de ser feriado de proclamação da república. Resolvemos então fazer nosso rancho no Assaí Atacadista (que rendeu um post de elogio a eles por não obstaculizarem o estacionamento), e após seguir viagem a União dos Palmares. Logo depois do Assaí, já meio dia, começamos a seguir, tendo que na sequencia abastecer com S10 (não existe em Pernambuco o S500). A fome já nos castigava. Mais adiante, em um posto que prometia S500, paramos. O Diesel estava em falta. Ali resolvemos comprar duas marmitas por R$ 15,00, que almoçamos e foi mais do que suficiente. A sobremesa logo adiante em outro posto foram três picolés (Artur não quis). O caminho para União foi de muitas subidas e descidas, sendo que em dado ponto atingimos a altura de 760 metros. Estudando a noite sobre o local, descubro que estamos no Planalto da Borborema que vai de RN, passando por PB, PE e AL. Um gigante que em determinados pontos alcança mais de 1000 metros. O caminho se mostrava verde com pastos e palmeiras, lembrando o interior de MG. Muito bonito. Notamos também pelas barreiras na estrada que havia nos dias anteriores chovido muito. As nuvens no céu e a paisagem de um verde intenso nos mostravam que o inverno havia chegado no Nordeste (estação das chuvas). União de Palmares, já no ingresso na cidade decepcionou pela feiura e mal cuidado. Impressão que não se desfez após circularmos também pelo centro. Um exemplo disto são as praças, que embora, vimos várias sendo restauradas estavam muito mal cuidadas. Também a estação férrea, um local de grande potencial, totalmente depreciada, não cuidada e servindo para em determinada altura como depósito de lixo e esgoto. Uma pena. Estacionamos em um "praça", no miolo da região administrativa da cidade, que na verdade era um largo, onde era possível estacionar (encontrei o local ampliando no google maps). Logo que chegamos conhecemos a Senhora Socorro e seu querido sobrinho Rian, que estava curioso para saber o que era aquele "trem" (O Yete) que chegava naquele local. A Senhora Socorro se mostrou uma grande anfitriã, trazendo, doces, sucos e bolos. E gostava bastante de conversar. Ficou muito tempo no Motor home conversando com a Adelaide. O Rian, presenteou os meninos com pulseiras de elásticos que fazia. E logo depois veio ensinar os meninos a fazer. Um menino muito especial. Preparativos para a feira livre começaram a ocorrer, com a instalação das bancas dos feirantes, em volta de onde estávamos. Fiquei preocupado com o barulho, afinal a movimentação começaria pela madrugada e em ficar "trancado". Sendo assim, após conversar com uma das pessoas que estava organizando a infra da feira, e aconselhado por ele, desloquei o MH para outro local, ao lado da futura CEF em frente a praça Jorge Lima, que estava sendo reformada (um pequeno triangulo naquela parte da cidade). após instalados, sem necessidade de calços, fomos descansar.

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